Contexto Histórico
As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos. A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada.
Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia.
Santo Agostinho, defendia a busca de explicações racionais que justificassem as crenças. Para ele, o homem não teria autonomia para alcançar a própria salvação espiritual.
Contudo, as transformações experimentadas com a Baixa Idade Média viriam a promover uma interessante revisão da teologia agostiniana. A chamada filosofia escolástica apareceria com o intuito de promover a harmonização entre os campos da fé e da razão. Entre seus principais representantes estava São Tomás de Aquino.
São Tomás, acreditava que nem todas as coisas a serem desvendadas no mundo dependiam única e exclusivamente da ação divina. Dessa maneira, o homem teria papel ativo na produção de conhecimento.
O poder político na igreja do Brasil de Hoje
O Brasil é um Estado Laico desde 1924, isso é, um Estado sem religião oficial, sendo livre a escolha de seus cidadãos. O termo laico remete-nos, à idéia de neutralidade, indiferença.O problema é que ultimamente a religião tem interferido na política e em outras áreas de uma forma assustadora. Recentemente o juiz de Goiás Jeronymo Pedro Villas Boas anulou uma união estável entre pessoas do mesmo sexo e disse que “agiu em nome de deus”. Outro caso que chama a atenção, é um projeto de Lei criado pelo prefeito do estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o qual torna o ensino religioso obrigatório em escolas municipais, o que poderia fazer com que alunos de religiões minoritárias fossem discriminados, já que possivelmente só iriam ministrar aulas de cristianismo.
Segundo o engenheiro paulista Daniel Sottomaior, presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) é mais direto – para ele, o governo não tem respeitado sua própria laicidade. “Certos grupos recebem privilégios claros, como isenção de impostos para igrejas – e só para algumas religiões, pois várias não são oficialmente reconhecidas”, explica. No seu ver, o Estado sem perceber discrimina quem não é cristão. “E não é uma coisa sutil, temos uma frase religiosa e monoteísta nas cédulas de dinheiro, para que ninguém esqueça que este é um país cristão”, critica, referindo-se à frase “Deus seja louvado” nas cédulas do Real – o que estaria implicitamente excluindo ateus, agnósticos e politeístas. Além disso, afirma, os agentes públicos não estão preparados para lidar com abusos e discriminação por credo. Mesma visão defendida pelo o assessor de comunicação da Diocese de Joinville, padre Ivanor Macieski “No caso de símbolos religiosos nas escolas e órgão públicos, eu sou do ponto de vista de que ou se colocam todos, ou não se coloca nenhum”, afirma o religioso, ressaltando que representar apenas uma fé exclui aqueles que não pertencem a ela.
Discussões sobre aborto, liberdade religiosa, união civil entre pessoas do mesmo sexo, descriminalização da maconha e etc deveriam, dentro desse contexto de laicidade, ser discutidos sem a argumentação embasada em escrituras religiosas.
Marcha do Estado laico, esse movimento vem ocorrendo por todo Brasil.



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