A inter-relação do homem em grupo com propósito de divisão de tarefas para que possam suprir as necessárias existentes, comprova a existência da política desde o início da humanidade.
Entretanto, foi na Grécia, especificamente em Atenas, que a politica ganhou uma maior notoriedade. O sistema de governo então empregado, que denota a liberdade do indivíduo frente ao governo, foi o Estado Democrático. Na ocasião não existia um governo soberano, todos participavam das questões políticas nas chamadas Eklesia (assembleia popular), em que abordavam assuntos de interesse geral da sociedade, logo, obtinham a ideia de liberdade de forma pública. Esta forma de democracia era dialética, expondo diversos pontos de vista. Somente compunham essa assembléia os homens livres e maiores de vinte e um anos, composta por aproximadamente seis mil Eklesiastas, onde todos tinham o direito de esegoria (direito a palavra), ou seja, os gregos atenienses tinham um governo de caráter participativo, e não representativo, como ocorre na atualidadea. Na concepção da época, o fato de haver eleições, estar-se-ía fazendo um atentado contra a democracia, pois entendiam que a forma mais democrática deveria se dar através de sorteio para designar seus representantes, os quais uma vez eleitos poderiam ser depostos a qualquer momento e não mais submeterem-se à re-eleição.
Na Democracia Representativa, forma política adotada pela maior parte dos países ocidentais, alguns interessados candidatam-se com o intuito de representar a população perante as decisões públicas e políticas de sua sociedade. Assim, através da confiança firmada pelo voto do povo, o candidato busca o bem estar da população com a criação de políticas públicas que venham de encontro com as necessidades em pauta.
Ocorre que atualmente, nos países pertencentes a esse modelo de Democracia Representativa, como o Brasil, foge-se da verdadeira configuração de uma Democracia Participativa. O fato de um candidato aparecer na mídia em palanques pelo Brasil afora tem um elevado custo financeiro, o que exige, em regra, uma considerável fonte de financiamento. Acontece que, na maioria dos casos, o candidato acaba se atrelando a um financiador tão somente para angariar recursos.
Começa aqui o problema da Democracia Representativa, porque elegemos pessoas que já entram no Poder Público comprometidas com a má política. O eleito deixa de ser um representante do povo e passa a ser representante do grupo que financiou sua campanha eleitoral e faz do voto popular um jogo de interesses, sem, de fato, representá-lo.
Ainda há muitos que consideram que a Democracia Participativa vigora em nosso meio, afirmando que o cidadão tem todo o poder e direito de cobrar dos políticos o que acha necessário para a sociedade, normalmente, foi um voto sem conciência política que levou o candidato ao poder e resta a esperança de que este candidato eleito venha selecionar as opiniões e ser imparcial no cumprimento do seu mandato.
Para que possamos viver em uma sociedade de verdadeira justiça social, se faz necessário, dentre outros, a avaliação dos métodos eleitorais a serem adotados, como o voto distrital e outros, dar condições educacionais e culturais para o cidadão avaliar as propostas dos candidatos, meios democráticos de conhecimento dos candidatos, bem como uma estrutura que esclareça, incentive e facilite para o cidadão o acompanhamento do mandato afim de que seja efetivo, transparente e, de fato, participartivo.

Destaque para o bom link com o trabalhado em sala.
ResponderExcluirModifiquem esse pequenos trechos: iségoria (ao invés de esegoria) e por sorteio se designam as funções públicas (ao invés de representantes).
No mais, o texto fugiu do tema ao tratar os problemas da democracia representativa quando deveria tratar da participativa.