sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"The Borgias"

Sinopse
       
The Borgias traz Jeremy Irons como Rodrigo Borgia, o manipulador patriarca da astuta família Borgia, que constrói um império por meio da corrupção da Igreja Católica e orquestra um reinado implacável de poder e crueldade extravagante.Os Bórgias foram controversos e heréticos, não somente por práticas inéditas em seu tempo, mas por serem melhores que seus inimigos. Ao longo do caminho, a família se compromete praticamente com todo pecado bíblico e ainda inventa mais alguns próprios.
                                                                                                Resenha    
            Baseado nos livros de Mario Puzo e dirigido pelo cineasta Neil Jordan, o seriado "The Borgias", ainda em sua primeira temporada, conta com um episódio inaugural com duas horas de duração e nove com uma hora de duração cada, que foram exibidos pela rede de transmissão americana NBC, apartir do dia três de abrir de dois mil e onze.
         Retrata a historia de uma familia nobre, espanhola-italiana, que tornou-se proeminente durante o Renascimento, os Borgias.
         O cardeal Rodrigo Borgia, ao manipular as eleições papais em 1492 com a ajuda de sua familia, ascende-se ao cargo de sumo pontífice da Igreja Católica, o Papa Alexandre VI, mudando-se, então, para o Vaticano, acompanhado de sua amante (por causa do celibato sua esposa torna-se sua amante) e seus quartro filhos: Cesar, João, Jofre e Lucrécia.
         O manipulador patriacal da familia Borgia, construiu um império por meio da corrupção da Igreja Católica e orquestrou um reinado de poder e crueldade, devido o fato que nessa época não havia uma separação entre a Igreja e o Estado, cabendo ao Papa governar.
        Determinado a estabelecer uma dinastia própria, com poder absoluto sobre todos, Rodrigo Borgia controla sua prole com punhos de aço e vontade de ferro. Nomeia seu filho primogênito Cesar Borgia, que não queria ser cardial e sim comandante do exército papal, porém por ordens de seu pai acabou sendo Cardeal, para que este pudesse ter maior força dentro do papado, ficando João com a posição de comandante do exército papal, sua filha Lucrécia casou-se com um Rei e seu filho Jofre casou-se aos treze anos com um princesa renegada pelo irmão João, por esta ser bastarda.
       Cesar e Lucrécia são os mais polêmicos e conhecidos devido seu relacionamento incestuoso, essa relação permitida e promovida pelo Papa, escandalizou a sociedade da época pelo fato de serem representante e descendentes do pontífice.
      Com a morte de João em uma batalha Cesar assume o comando do exécito, vinha conquistando territórios, tendo Maquiavel como secretário e auxílio, entretanto Maquiavel sai por ter sido nomeado embaixador.
      Com a morte de Alexandre VI e tendo Júlio II se tornado Papa, César Bórgia perdeu seu apoio e veio a se enfraquecer. Feito prisioneiro duas vezes, morreu lutando pelo exército de Navarra, mas a figura de César Bórgia ficaria marcada para Maquiavel como a do perfeito representante de seu príncipe.

    


 


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Relação entre Poder e Política

 
O poder desde os primórdios está relacionado com a política. Ora, sempre haverá alguém que organize, dirija e administre uma nação, afinal, esse é o conceito de política. Sempre haverá um homem que ao possuir poder comandará outro homem, é a lei da natureza. No Brasil não é diferente, a política está atrelada à interesses particulares, o que consequentemente gera a corrupção impune. Essa imparcialidade é visível facilmente até mesmo em nosso ordenamento jurídico. A Constituição Federal de 1988, reconhecida por muitos como "constituição cidadã" em seu artigo 53 elenca as imudades parlamentares que alguns políticos tem, alguns em exercício da função e outros nem sequer com esse respaudo:
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

      § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

      § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

      § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

       § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

       § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

        § 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

        § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)

        § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
Se essas imunidades parlamentares são constitucionais, mesmo ferindo o princípio da igualdade, não sei, mas que só continuam onde estão por força do poder político, isso é certeza.

       Um caso concreto que demonstra esse poder que está atrelado à política é conhecido por muitos brasileiros. Paulo Salim Maluf, ex prefeito da cidade de São Paulo, e hoje Deputado Federal pelo mesmo estado é a prova viva de que há impunidade na política atual. Há indícios de que desviou milhões, é procurado por mais de 180 países, e mesmo assim, continua no poder.